segunda-feira, 30 de abril de 2018

Empate com sabor a vitória




Reviravolta e emoção a rodos na Taça. Adira esteve com um pé de fora, mas conseguiu o empate no último minuto e a passagem nos penalties.


Oitavos de Final da Taça
16 de Abril de 2018, 22 horas

Romariz F. C., 3
G. D. Adira, 3
* 2-3 nos penalties

Pavilhão do CDUP, no Porto

G. D. Adira – Alberto; Ricardo, Hugo, Adelino e Sérgio.
Jogaram ainda: Tony [cap.], Rui e Bruno.
Suplente não utilizado: Davide [GR]
Tr: Joaquim Miranda
Disciplina: amarelo ao Bruno por falta; amarelo ao Ricardo não se sabe bem porquê…

Ao intervalo: 2-1
Marcha do marcador: 0-1; 3-1; 3-3




Não sabemos se foi um grande jogo. Foi-o em emoção seguramente, mas não foi dos mais bem disputados.
Com um bom plantel presente, num desses raros momentos em que estamos perto da máxima força, Miranda optou por uma equipa de tracção traseira, mas apostada no ataque, ainda que sem ter um pivot fixo lá na frente. No banco, com muita qualidade, havia soluções diferentes, para testar ao longo da partida. A Adira saiu na frente, com um golo cedo, mas o jogo não se tornou mais fácil por isso. Foi sempre muito equilibrado e primeiro que aparecesse novo golo, passaram mais de 10 minutos.

Sérgio acabou por sair lesionado, ainda muito cedo e a equipa perdeu algum dinamismo no ataque. É mais ou menos evidente que a equipa ainda não está a jogar ao nível da época passada. Este foi apenas o terceiro jogo e será prematuro aventar explicações, mas ainda não foi desta que se viu a equipa a trocar a bola com a mestria demonstrada no final da ultima época.

Ainda assim a Adira permitiu a remontada ao adversário, em dois golpes inesperados e pouco merecidos. Aos 16 o Romariz empatou e aos 18 passou para a frente do marcador, sem que tivesse feito muito que o justificasse…



O segundo tempo começou no mesmo tom, com o Romariz a chegar ao terceiro golo, logo aos dois minutos, desta vez num erro claro da Adira. Mais de meia equipa ficou no ataque, a reclamar um canto, ao invés de correr atrás do adversário. Ficaram todos “a dormir”, à excepção de Adelino (e Alberto naturalmente), mas os dois não foram suficiente para evitar o golo.

A Adira reagiu rapidamente e reduziu, por Bruno numa bola parada. Lance que resultou de uma falta sofrida por Ricardo, mas com este a ver um amarelo na sequência da falta, não se percebendo se foi por protestos, ou por eventual “chega para lá” ao adversário.

Faltava ainda um quarto de hora e nesse período, assistiu-se a um “carregar” da Adira sobre a baliza contrária. Nem sempre bem ou com o melhor discernimento, os homens da Adira foram tentando. Uma vezes por inércia própria, outras por má decisão no último passe/remate e ainda outras por mérito do guardião contrário, no seu estilo pouco convencional, o certo é que a Adira não conseguia marcar.

Foi apenas no último minuto que Bruno bisou e levou a eliminatória para penalties.
Momento de catarse colectiva que só estaria completa se a Adira fosse bem-sucedida nos castigos máximos.

No “cara ou coroa” o Romariz teve oportunidade de escolher e o seu capitão optou por marcar primeiro. Alberto posicionou-se com confiança, mas nem chegou a tocar na bola. O próprio capitão atirou ao lado do poste, mas com Alberto a “adivinhar” o lado.
Adelino foi bater e fez o 0-1 com remate para cima, indefensável.

O Romariz empatou logo a seguir, mas na resposta Bruno bateu forte e deu nova vantagem à Adira.

Faltava um penalty para cada lado. Sapão converteu e a Adira ficou obrigada a marcar o ultimo penalty para passar à eliminatória seguinte…

Minutos antes, Tony (qual Ronaldo) dissera a Ricardo: “- tu, anda bater que tu bates bem”.
E assim foi. Ricardo, mais conhecido pelos colegas como “Pé Canhão”, não deixou os créditos em mãos alheias. Bateu forte e reclamou para a Adira um lugar na eliminatória seguinte. A Adira está assim nos quartos de final da Taça, não nas “meias” como erradamente anunciado, já que no “fim” vão se juntar as equipas apuradas da Superliga de sábado.

Esta é a primeira vez que a Adira passa `eliminatória seguinte da Taça…




O “filme” dos golos ao minuto

3m               0-1     Sérgio finta pela esquerda, ganha a linha e vai para a área. Remata à baliza e vê Piteiro ser mal batido, deixando passar a bola, num remate com pouco ângulo.

16m             1-1     Bola metida no pivot. Com Ricardo a cobrir Edson consegue puxar para o pé direito e rematar cruzado à meia volta.

18m             2-1     Alberto defende um primeiro remate de fora da área, mas a bola fica ali a “pingar” a um metro da baliza. Bruno Santos é o mais rápido a lá chegar, aplicando um pequeno chapéu a Alberto, que ainda se levantava.


22m             3-1     Enquanto os homens da Adira (excepto Adelino) ficam a pedir um canto a seu favor, o Romariz rapidamente faz um contra ataque em superioridade numérica. Adelino vai à ala para barrar a passagem de Edson, mas este mete a bola rapidamente no lado contrário. Alberto ainda sai da baliza para tentar interceptar, mas a bola passa tensa na sua frente e é Alex quem encosta de primeira ao segundo poste.

25m             3-2     Ricardo recebe a pivot e sofre falta quando tenta rodar. Na zona frontal da entrada da área, Bruno opta pelo remate poderoso por entre a barreira e o guardião.

39m             3-3     Adelino agarra a bola no meio campo. Descaído sobre a esquerda, faz a finta de corpo e corre pela ala, deixando o adversário para trás. Ao chegar à área faz um centro/remate que o guardião consegue rechaçar. A bola pára nos pés de Bruno que remata então forte.




Notas

Todos os atletas – 7


Homem do Jogo

Bruno Pereira

Difícil escolher o melhor em campo, num jogo em que todos estiveram bem e houve tanto equilíbrio. A distinção cabe ao Bruno pois marcou dois golos (incluindo o do empate) e ainda foi bater o segundo penalty.



Outros destaques

Uma pena Sergio ter-se lesionado. Estava a ser dos mais perigosos e seguramente ter-se-ia evitado os penalties se não tivesse de sair.

É raro acontecer, mas desta vez Adelino não marcou. Ainda assim a arrancada que dá origem ao último golo, é dele… e é mais que meio golo.

domingo, 8 de abril de 2018

Um azar do Kralj



Adira esteve três vezes na frente do marcador, mas uma noite infeliz dos guardiões só permitiu trazer um ponto


2ª jornada da Superliga Semanal
2 de Abril de 2018, 22 horas

FC Joga Bonito, 5
G. D. Adira, 5

Pavilhão do CDUP, no Porto

G. D. Adira – Alberto; Tony [cap.], Hugo e Adelino; Bruno.
Jogaram ainda: Sérgio, Rui e Davide [GR]
Tr: Joaquim Miranda

Ao intervalo: 2-2
Marcha do marcador: 0-1; 1-1; 1-2; 3-2; 3-3; 4-3; 4-5; 5-5




Todos os amantes do futebol nacional se lembram dele. Ivica Kralj, internacional montenegrino que defendeu a baliza do FC Porto no final da década de 90. Foi um dos que veio para fazer esquecer o Vítor Baia… mas aquilo que nunca mais esqueceremos, são os frangos que surgiam do nada e quando menos se esperava. A partir daí imortalizou-se a expressão “um azar do Kralj” (lê-se “crailh”), sempre que aparece uma daquelas frangalhadas monumentais.

E isto vem a propósito de quê?!?!?
Nem sei muito bem, mas por acaso o nosso guardião e atleta do ano, Alberto Anjos, falhou a primeira jornada por estar em serviço pela empresa na Croácia.
A Croácia que fica logo ali ao lado da Sérvia e… Montenegro. Terá sido contagiado com alguma virose típica daquela zona? É que esta foi mesmo uma daquelas exibições do “crailh”. Prometeu uma grande noite com intervenções seguras e decisivas a abrir, para logo depois meter duas ou três argoladas que comprometeram os três pontos. Azar…

Mas falar apenas de Alberto é redutor. Davide não esteve melhor e a equipa no geral não fez um grande jogo. Foi uma exibição apenas “q.b.”. Perante um adversário perfeitamente acessível como este, tínhamos obrigação de ganhar e garantir os três pontos, independentemente de um ou outro erro. O piso escorregadio ajuda a desculpar a exibição modesta e as notas individuais, no geral, até foram aumentadas um valor, também por isso.


A Adira marcou muito cedo. Combinação do mais simples que há, tal como vem escrito nos compêndios do desporto.
O jogo até parecia controlado nessa fase e a vantagem durou 7 minutos, mas num erro defensivo veio o empate.
A Adira era melhor e parecia ser apenas uma questão de tempo até voltar para a frente do marcador, tal como aconteceu. A nova vantagem já só durou três minutos, já que num lance de infortúnio mas também alguma aselhice, apareceu novo empate. E assim se foi para intervalo, com um empate a dois golos que sabia a pouco…


Logo aos dois minutos do segundo tempo, o “Joga Bonito” passou pela primeira vez para a frente. Davide não conseguiu parar o remate e alguns minutos depois, não conseguiu também evitar uma lesão, após pancada que levou na perna. Acabou por ser substituído por Alberto, que voltou para a baliza.

Atrás do prejuízo, a Adira precisou de seis minutos para voltar a empatar, mas logo depois sofreu novo golo.
Apareceu então Serginho em dois minutos, a dar o empate e a colocar a Adira, pela terceira vez na frente. Esperava-se que desta vez seria a valer.
No total a Adira esteve 14 minutos a vencer o jogo, divididos em três períodos de 7, 3 e 4 minutos. Ainda assim não conseguiu levar os três pontos para Canelas, já que o Joga Bonito conseguiu novo empate a dois minutos do fim.

Mais sorte para a próxima, mas pelo que foi dado ver, este adversário será dos mais acessíveis e se não ganhamos a este…
É caso para dizer que o Joga Bonito ganhou um ponto, ao passo que a Adira perdeu dois.


 A equipa da 1ª jornada
Em cima: Davide, Hugo, Miranda, Bruno e Adelino
Em baixo: Cunha, Tony, Rui e Pedro



O “filme” dos golos ao minuto

2m               0-1     Triangulação simples no meio campo entre Adelino e Bruno, deixou Adelino com meio campo para correr e fazer o golo à saída do guardião.

9m               1-1     Bola metida por alto para a área. Bruno encolhe-se na expectativa da intervenção de Alberto e Gonçalo dá de cabeça. A bola ainda passa fugazmente pelas mãos de Alberto que não consegue segurar.

14m             1-2     Bruno entrega para Sérgio seguir pela esquerda. À entrada da área remata de bico.

17m             2-2     Bola que parece controlada pela defensiva da Adira, só que Bruno escorrega quando vai aliviar. A bola ainda sobra para Sérgio que tenta sair a jogar, mas Eduardo rouba-lhe a bola e remata rasteiro.


22m             3-2     Contra ataque e remate forte de Ruben ainda de muito longe da área. Davide é traído pelas luzes do pavilhão e deixa a bola passar-lhe ao lado.

28m             3-3     Canto na direita. Sérgio recebe a bola, mete para Hugo na frente da baliza. Com um adversário entre ele e a baliza, Hugo levanta a bola com um toque e faz o golo em gesto acrobático, à meia volta.

30m             4-3     Bola directa do guardião para a ala direita do ataque. Gonçalo deixa a bola bater e perante a aproximação de Sérgio, opta pelo remate de pronto, quase em desespero de causa. A bola passa como um foguete por Alberto que saíra da baliza para cobrir.

32m             4-4     Adelino ganha na ala esquerda e vai à linha de fundo para cruzar. Sérgio manda-se de carrinho e consegue desviar a bola para a baliza.

34m             4-5     Bola bombeada para a frente. O guardião sai da área para cortar e a bola acaba sobrando para Sérgio. Após se apoderar da bola e apanhando o guardião em contrapé a recuar para a baliza, Sérgio chuta de bico fazendo a bola entrar junto ao poste.  

38m             5-5     Golo de Eduardo num remate em zona frontal.


 


Notas

Alberto e Davide – 4
Hugo, Tony, Adelino, Bruno e Rui – 7
Sérgio – 8


Homem do Jogo

Sérgio Guimarães

Três golos e uma assistência. Nem se pode pedir tanto a um atleta que estava fisicamente limitado para esta partida. O piso escorregadio não ajudou, mas Serginho fez a diferença e merecia bem mais que o empate.


Outros destaques

Noite negra de Alberto. Se noutros jogos deu pontos à equipa, neste deu ao adversário. Até começou bem a partida mas borrou a pintura com o primeiro golo e depois podia ter feito bem melhor no quarto e quinto golos sofridos. Melhores dias virão…

Davide não esteve melhor que o seu companheiro de posição. Esteve pouquíssimos minutos em campo, devido a uma lesão na perna, mas quando foi chamado a intervir… falhou!

Hugo marcou um belíssimo golo, mas continua a movimentar-se num espaço reduzido. Está a precisar de se mexer mais e procurar aparecer mais vezes na área de decisões, tal como fez no golo.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

Tenrinhos




Adira foi uma sombra da época passada e levou um ”saco”


1ª jornada da Superliga Semanal
28 de Março de 2018, 22 horas

Amigos da Bola, 6
G. D. Adira, 1

Pavilhão do CDUP, no Porto

G. D. Adira – Davide; Hugo, Pedro e Adelino; Rui.
Jogaram ainda: Tony, Cunha [cap.] e Bruno
Tr: Joaquim Miranda
Disciplina: Amarelos a Hugo por agarrar e a Pedro por faltas sucessivas

Ao intervalo: 2-0
Marcha do marcador: 3-0; 3-1; 6-1



Não foi a melhor estreia, nem de perto nem de longe. O adversário, ao nível por exemplo do campeão da época passada, também não era o mais desejado.
Certo é que a Adira foi uma sombra da equipa que terminou a época passada.
Miranda optou por ter Pedro e Hugo como os homens mais recuados, com Adelino a servir de ponte ao homem da frente, Rui. Mas a ligação nunca foi bem feita, nem com este cinco nem com as alterações depois introduzidas. A equipa nunca a foi, optando constantemente por bombear a bola para a frente, sem ligação entre os sectores.

A defender a equipa nem estava mal. O golo foi sendo adiado e acaba por surgir numa jogada estudada, a meio da primeira parte. Depois disso só no último minuto é que as redes voltaram a abanar e chegou-se ao intervalo com um resultado perfeitamente recuperável. O problema é que a Adira não conseguia assentar o jogo.

A segunda parte foi melhorzinha para a Adira, mas era mais coração que razão. A equipa subiu na quadra e conseguiu equilibrar um pouco as coisas, mas só marcou já depois de sofrer o terceiro. Ainda assim, a equipa acreditou e passou a jogar mais no meio campo ofensivo, mas acabou traída por cinco minutos de pesadelo, com vários erros no ultimo sector a ditarem uma derrota pesada.





O “filme” dos golos ao minuto

10m             1-0     Canto do lado direito. Cláudio simula a entrada para a área arrastando Tony e deixando espaço para André Pessoa aparecer para bater.

19m             2-0     Golo de André Pessoa que entra lentamente pela meia esquerda e decide-se pelo remate, ainda que com vários jogadores na sua frente.


26m             3-0     Golo de André Pessoa.

31m             3-1     Finta e fuga de Adelino pela esquerda. À saída do defesa a bola sobra para o meio. Tony antecipa-se ao último homem, vai para a área, finta o guardião para a esquerda e tenta meter-lhe a bola por cima. Esta ainda bate no guardião e enquanto se encaminha para a baliza, Bruno completa antes que o guardião tenha oportunidade de lhe chegar.

36m             4-1     Bola no centro, na linha de área. Lima recebe e mais rápido que Rui, remata de pronto.

37m             5-1     Mau passe de Cunha, interceptado por Cláudio que faz o golo.

37m             6-1     Golo de Alves.




Notas

Hugo, Pedro, Rui, Tony e Cunha – 5
Davide, Adelino e Bruno – 6



Homem do Jogo

Bruno Pereira

Muita garra e vontade nesta sua estreia. Fixou-se a pivot por ordem do mister e mostrou características interessantes para a função. Vai precisar de alguns jogos para se adaptar à posição e ao jogo com os colegas, mas já deu para fazer o único golo da equipa, num lance de crença e oportunismo.



Outros destaques

Davide estreou-se na equipa e o melhor elogio que se lhe pode fazer, é que não foi por ele que se perdeu. Não teve culpa em nenhum dos golos…

Raramente conseguiu desequilibrar no ataque, mas ainda assim Adelino foi dos mais combativos. A jogada do golo nasceu de uma iniciativa sua…

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

38 minutos com o pé na meia final



Empate no último minuto deita a Adira para fora da Taça

2ª jornada do Grupo A da Taça (jogo em atraso)
5 de Fevereiro de 2018, 22 horas

G. D. Adira, 3
ADC Figueiras, 3

Pavilhão do CDUP, no Porto

G. D. Adira – Alberto; Tony (cap.), Pedro e Adelino; Rui.
Jogaram ainda: Sérgio, Ricardo e Hugo
Tr: Joaquim Miranda

Ao intervalo: 2-0
Marcha do marcador: 3-0; 3-3




Que fantástico jogo. Que emoções tão fortes. Um jogo que estava ganho e perfeitamente controlado a 10 minutos do fim… É por isto que amamos (e por vezes também “odiamos”) tanto o futsal. Dificilmente outro desporto consegue ter esta envolvência, esta incerteza... mas já lá vamos.

Só a vitória interessava, tanto à Adira como ao Figueiras nesta ultima jornada.
Na ronda anterior a Adira voltou, com enorme sacrifício, à luta pela passagem, mercê da vitória tangencial e no último minuto sobre o GAP.
Já o Figueiras que tinha tudo a seu favor, colocara em risco a passagem, após empate surpreendente com o CPN, neste que era sem dúvida o grupo mais equilibrado e mais difícil dos três.
As únicas certezas são que à partida para a última ronda, apenas o GAP, com os seus zero pontos, não conseguiria passar. Por outro lado, o CPN com 4 pontos já tinha a passagem garantida, quer fosse em primeiro lugar do grupo, quer fosse em segundo (o melhor segundo).

Também com 4 pontos estava o Figueiras, que poderia passar ou não, em vários cenários. Se perdesse este último jogo era certo que não passaria, pois mesmo que o CPN perdesse também o seu jogo, nunca seria o melhor segundo classificado. Sabendo desse facto, não foi estranho ver a camioneta de adeptos que chegou de Lousada para apoiar.

A Adira, com três pontos e apenas um adepto (obrigado Rui Gaspar), sabia que tinha mesmo de ganhar e só nesse cenário passaria, quer fosse como primeiro ou segundo do grupo.

O jogo começou da melhor forma para a Adira. Pormenor delicioso de Adelino e golo do habitual Tony.

O golo enervou o Figueiras, pois não demorou a perceberem que não seria fácil romper a muralha que tinham pela frente. Nem com a presença do goleador Fábio Ferreira. O melhor marcador da Liga com 24 golos (3 por jogo em média), esteve ausente do primeiro jogo entre as duas equipas para a Liga e esperava-se que fizesse a diferença neste jogo, mas ficou em branco.

Continuando a enervar a equipa contrária, a Adira chegou ao segundo golo, por Sérgio. Isto apesar de ser agarrado pelo menos duas vezes no seu caminho para a baliza. Ficou por mostrar um amarelo ao adversário, mas até se compreende já que a Adira até marcou nesse lance. Compreende-se… mas foi aí que a equipa de arbitragem começou a enervar os homens da Adira.

O intervalo chegou com um 2-0 no marcador e a Adira a parecer controlar por completo os acontecimentos. É claro que estava sujeita a grande pressão no seu último reduto, mas Alberto ia dando conta das encomendas.

No segundo tempo acentuou-se a dureza, com Sérgio a ser o mais castigado. Além das faltas nas pernas, voltou a repetir-se o lance da primeira parte, com Sérgio a ser agarrado por Albino, o melhor dos contrários. Sérgio foi constantemente agarrado, desde o meio campo onde ultrapassou Albino, até à entrada da área, onde desta vez não conseguiu sequer rematar. Porque é que não houve amarelo????

Gritante a diferença de tratamento para com as duas equipas, já que logo a seguir, Pedro viu o amarelo por meros protestos, por dizer simplesmente que as faltas “são sempre para os mesmos”. Também Adelino não se livrou do amarelo, por reclamar um lançamento a seu favor e perante a nega, dar um toque na bola para a afastar ligeiramente.
Claro que ambos os lance são passiveis de acção disciplinar, se a arbitragem for rigorosa. Mas uma arbitragem rigorosa, nunca poderia deixar passar em claro aqueles quatro ou cinco agarrões em dois lances. Nem poderia perdoar o amarelo ao jogador que entra para fazer o “cinco para quatro” ainda com o colete na mão.

Claro que isto foi já depois de Adelino fazer o terceiro golo, após lance fantástico de Sérgio.
A partida parecia controlada, mas a semente da discórdia já estava plantada (pelos árbitros) e ia crescendo os nervos.



O Figueiras marcou a dez minutos do final. Alberto esteve bem a defender a primeira bola, mas não tão bem na segunda, que não foi forte nem colocada. Paciência. Ainda assim a Adira teve duas oportunidades de ouro para prontamente calar a esperança na equipa de verde. Primeiro foi Pedro, após trabalho e assistência de Sérgio, que meteu a bola na zona ao lado do penalty, mas Pedro falhou a baliza, quando o guarda redes nem sabia onde estava, atirando por cima. Depois foi Adelino, a passe de Tony, a pentear a bola com classe, ganhando a posição ao defesa, mas perante a saída do guardião, a colocar demasiado a bola e a faze-la sair ao lado do poste.

Foram dez minutos de pesadelo e como quem não mata morre, o Figueiras acabou por reduzir para a margem mínima.
Faltavam três minutos… mas foram para aí cinco, ou talvez não. Pareceram cinco mas se calhar isso era o coração a bater a 100 e talvez tenham sido apenas os três mesmo. O certo é que o Figueiras continuou a acreditar cada vez mais e a Adira, com Tony e Sérgio lesionados a ficar sem forças e a baixar cada vez mais a linhas. Cada vez mais perto de Alberto, até que na ultima jogada do encontro, Albino fez o três igual. Tony explodiu de frustração e foi expulso. A bola foi ao centro e o jogo só teve mais 20 segundos.
Nenhuma das equipas ficou satisfeita com o empate, mas o Figueiras acabaria por ser bafejado pela sorte, com o empate também a 3 do CPN, logo a seguir, permitindo a passagem das duas equipas. Na final four estarão Mini Águias e União Fanzerense, de resto tal e qual como no campeonato.





O “filme” dos golos ao minuto

2m               1-0     Adelino corre pela ala esquerda. Quando parece estar se soluções, finta o seu marcador e foge pela linha de fundo. Assiste Tony no meio da área e este só teve de encostar.

12m             2-0     Pressão do figueiras sobre o portador da bola. Na ala esquerda, Adelino mete a bola pelo corredor lateral para Sérgio. Este vira-se e vai para o ataque, com um adversário sempre e a agarra-lo, mas Sérgio consegue chegar na frente da área e fazer o remate vitorioso.


28m             3-0     Sérgio encostado à ala direita. É obrigado a recuar perante um adversário, mas vira-se rapidamente e foge pela ala. Cruza para a área, o guardião falha a intercepção e a bola sobra para Adelino fazer o golo.

30m             3-1     Insistência junto à área da Adira. Alberto defende um primeiro remate de fora, ma a bola sobra para a frente da área, onde Bruno Silva faz o golo.

37m             3-2     Remate de Virgilio.

40m             3-3     Bola a rodar na frente da área de Alberto. Albino recebe a na meia esquerda e perante algum espaço, coloca a bola com força junto ao ângulo superior mais distante.




Notas

Hugo – 5
Tony, Rui e Ricardo – 6
Pedro – 7
Alberto, Adelino e Sérgio - 8


Homem do Jogo

Alberto Anjos – nota 8

Segundo jogo de Alberto em 2018, depois de um hiato de 1 mês e 4 jogos, que parecia que ia ser coroado com o acesso à meia-final. Os colegas da frente foram filtrando as bolas que lhe chegavam, mas a pressão do Figueiras foi enorme e acabou por ter bastante trabalho. Defendeu tudo durante 30 minutos, mas um lance de infelicidade foi o início da derrocada. Fez provavelmente o melhor jogo de que há memória e não merecia aquele “balde de água fria”.


Outros destaques

Pedro fez os quarenta minutos e foi uma muralha. Pena que acabou o jogo em défice e também aí começou a derrocada da equipa.

Sérgio foi perigosíssimo, enquanto durou. Depois vieram os problemas físicos. É outro dos que não merecia perder…

Adelino esteve nos três golos e não fosse por Alberto, teria sido o MVP.  

Hugo também esteve em destaque… mas já não me lembro bem porquê.


O balanço

Acredito que é francamente positivo. Apesar dos resultados serem desmoralizadores e quiçá piores que na primeira época. Afinal de contas na Liga só vencemos 2 partidas em 9 realizadas. Na época passada tínhamos 3 vitórias em apenas 7 jogos. Apesar disso, penso que temos de estar satisfeitos com a prestação da equipa. Não tivemos resultados que o atestem, é verdade, mas só alguém muito distraído não vê a evolução da equipa e a grande injustiça que foram algumas dessas derrotas.

Basta olhar para os jogos realizados contra as quatro equipas que estão nas meias-finais da Liga e da Taça.
Com o CPN por exemplo, perdemos 2-1 tanto na Liga como na Taça. Dois resultados tremendamente injustos, sendo que em ambos o melhor em campo foi o guardião Rui… Almeida, que mais parecia (São) Patricio.
Com o Mini Águias estivemos a vencer por 2-0, com uma primeira parte notável, que não faria nunca adivinhar o descalabro que se deu na segunda. Ainda conseguimos empatar o jogo a 3 golos, apenas para sofrer de novo, a seis minutos do fim e perder mais três pontos.
Com o União Fanzerense foi muito parecido. Marcamos primeiro. Os fanzerenses empataram pelo capitão Miguel, que a bem dizer, deveria ter sido expulso antes desse lance. Voltamos a tomar conta do jogo com mais dois golos, apenas para ver tudo se desfazer nos últimos 10 minutos.
Já com o Figueiras, foi isto que se viu neste jogo para a Taça, com um período de meia hora de domínio absoluto, até sofrermos o empate no fim. No campeonato foi uma derrota tangencial, por 2-1, num jogo em que estávamos desfalcados (como quase sempre), mas em que ainda assim podíamos ter saído com um empate, já que no último minuto a sorte bafejou a baliza dos homens de Lousada.

Preocupado estaria se não visse o bom futsal que temos praticado. Os resultados, hão de aparecer…

Não temos grandes jogadores, mas temos uma grande equipa. Uma família. Se há coisa que devemos aprender desta grande conquista de Portugal no Europeu de Futsal (e já agora no Europeu de Futebol em 2016), é que nem sempre as grandes equipas são constituídas pelos melhores jogadores. Em ambas as competições, ninguém olharia para Portugal como um candidato. Ou pelo menos nunca dos ma fortes. O espirito de equipa, a solidariedade, a entreajuda entre todos, o esforço máximo e o correr mais um bocado que o adversário, podem ser o suficiente para compensar lacunas físicas, técnicas e tácticas e no fim, fazer a diferença. Acredito que temos esse espirito. Temo-lo mostrado na maior parte do tempo e acredito que só faltará conseguir estender essa determinação, pelos quarenta minutos de um jogo, para sermos felizes mais vezes.
Temos uma equipa diversificada mas que joga de forma muito homogénea, como um bloco. Quando digo que não temos grandes jogadores, calma lá. Não temos nenhum Ricardinho ou Cardinal, mas temos bons jogadores, capazes de dar o salto para o nível seguinte. Temos um craque como o Adelino, capaz de sacar um coelho da cartola a qualquer momento. Temos um Serginho que quando está confiante e inspirado (e essencialmente quando está bem fisicamente) é o “melhor amigo” de um goleador. Temos mais, mas não quero estar a individualizar muito…

Claro que nenhum balanço final estaria completo, sem esse olhar individual aos atletas que mais se distinguiram.
Vamos aos números:

JOGOS:
9 – Adelino e Tony (+3 na Taça cada um)
8 – Hugo (+3) e Rui (+2)
6 – Pedro e Alberto (+2 cada)
5 – Ricardo (+1)
4 – Sérgio (+2)
3 – Filipe
2 – Cunha (+1)
1 – Miranda, Couto e Gilberto

GOLOS:
7 – Adelino (+3 na Taça)
5 – Tony (+3)
3 – Couto e Rui
2 – Pedro
1 – Filipe, Ricardo e Hugo
0 - Sérgio (+1)

ASSISTÊNCIAS:
9 – Tony (+1 na Taça)
3 – Adelino (+3)
4 – Rui
2 – Sérgio (+2), Ricardo, Pedro e Hugo

Na primeira época destacaram-se Adelino, Sérgio e Balu.



Nesta segunda época Adelino voltou a ser o melhor. Na primeira época fez 10 golos e foi o segundo melhor marcador da competição. Nesta fez menos golos, se descontarmos os 3 da taça e com mais jogos. Foi “apenas” o oitavo goleador da Liga, mas evoluiu muito como jogador de equipa. Às vezes ainda deixa os colegas frustrados por não passar esta ou aquela bola, mas se alguém tem crédito para assumir o “um para um”, esse alguém é o Adelino. O jogo não pode ser feito apenas de passes para o lado e para trás. Adelino é um “jogador vertical” e não tem de pedir desculpa por isso. A equipa é que agradece.

Em segundo lugar aparece Tony, o outro totalista da equipa. Com números muito próximos de Adelino, foi o segundo melhor marcador da equipa, embora apenas décimo quarto na geral. Destacou-se no capítulo das assistências e na consistência defensiva. Tacticamente impecável, foi uma verdadeira extensão do treinador dentro da quadra.

Por último, Pedro o melhor defensor da equipa. Aquele que ferra a língua e vai à luta. Excelente no posicionamento defensivo, mas não só. Não se limita a ocupar bem os espaços, também é um exímio ladrão de bolas. Mete o pé e não dá descanso aos adversários. Fez uma boa época e só foi pena algumas ausências injustificadas.

Nesta lista também caberia Sérgio...
Acabou a época em grande, mas acabou por fazer poucos jogos ao longo desta. Na Liga por exemplo só fez quatro e dois deles foram na baliza, na ausência de Alberto. Na Taça esteve presente nos últimos dois jogos, uma vitória e um empate e foi porventura o maior responsável pela boa prova que fizemos aí. Ainda assim é curioso verificar que foi o escolhido pela Superliga para a votação do melhor jogador da época, cujo vencedor será anunciado no próximo sábado. Nunca se sabe. Na época passada foi o terceiro classificado, atrás de Miguel Teixeira (ex-Manga, agora Fanzerense) e Nelson Fernandes (GAP), todos eles outra vez a concurso.